sábado, 17 de dezembro de 2011

PF investiga convênios entre ONG e governo federal

ÊPA teria apresentado documentos falsos para justificar gastos


BRASÍLIA. Envolvido em denúncia de pagamento de propina no Ministério do Trabalho, o Instituto ÊPA, ONG do Rio Grande do Norte, foi alvo de operação da Polícia Federal esta semana, que apreendeu documentação e contabilizou prejuízo mínimo de R$1 milhão para os cofres públicos. Mas a delegada Ohara Fernandes, da superintendência da PF em Natal, disse que o rombo pode ser maior, pois há indícios de falsificação de documentos e uso de empresas de fachada para justificar gastos de R$28 milhões em convênios entre a ONG e o governo federal.
Dirigentes da ÊPA, segundo reportagem da revista "Veja" publicada em outubro, teriam recebido proposta de propina para ter liberados recursos de um convênio irregular. O Ministério do Trabalho confirmou que representantes da ONG, sob os auspícios do ministro da Previdência, Garibaldi Alves, foram recebidos pelo ex-ministro Carlos Lupi, que rejeitou o pedido.
A PF investiga a ação da ÊPA e da Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos, suspeitas de formar uma rede que promovia qualificação profissional e também se beneficiava com a prestação de serviços às entidades por meio de empresas criadas pelos próprios sócios.

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