ÊPA teria apresentado documentos falsos para justificar gastos
BRASÍLIA.
Envolvido em denúncia de pagamento de propina no Ministério do
Trabalho, o Instituto ÊPA, ONG do Rio Grande do Norte, foi alvo de
operação da Polícia Federal esta semana, que apreendeu documentação e
contabilizou prejuízo mínimo de R$1 milhão para os cofres públicos. Mas a
delegada Ohara Fernandes, da superintendência da PF em Natal, disse que
o rombo pode ser maior, pois há indícios de falsificação de documentos e
uso de empresas de fachada para justificar gastos de R$28 milhões em
convênios entre a ONG e o governo federal.
Dirigentes
da ÊPA, segundo reportagem da revista "Veja" publicada em outubro,
teriam recebido proposta de propina para ter liberados recursos de um
convênio irregular. O Ministério do Trabalho confirmou que
representantes da ONG, sob os auspícios do ministro da Previdência,
Garibaldi Alves, foram recebidos pelo ex-ministro Carlos Lupi, que
rejeitou o pedido.
A
PF investiga a ação da ÊPA e da Cooperativa dos Trabalhadores
Autônomos, suspeitas de formar uma rede que promovia qualificação
profissional e também se beneficiava com a prestação de serviços às
entidades por meio de empresas criadas pelos próprios sócios.
Nenhum comentário:
Postar um comentário