Repórteres da Agência Brasil
Brasília – O governo federal lançou hoje (7) um conjunto de ações para o enfrentamento ao crack, com previsão de investimento de R$ 4 bilhões até 2014. As ações estão estruturadas em três eixos – cuidado, prevenção e autoridade – e serão desenvolvidas de forma integrada com estados e municípios.
No eixo cuidado estão previstas iniciativas para ampliar a oferta de
tratamento de saúde aos usuários de drogas e a qualificação de
profissionais. Será criada a rede de atendimento Conte com a Gente, com
estrutura diferenciada para atender pacientes em diferentes situações e
auxiliar dependentes químicos na superação do vício e na reinserção
social.
Outra ação na área de cuidado será a criação de enfermarias
especializadas nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), com
investimentos de R$ 670,6 milhões para a criação de 2.462 leitos
exclusivos para usuário de drogas.
“É muito bom ter um plano que tem o cuidado como grande prioridade.
Temos que distinguir o que precisa ser distinto. O que precisa de
repressão é o traficante e o contrabando. O usuário precisa de serviços
abertos”, disse Padilha.
O eixo prevenção terá foco nas escolas, nas comunidades e na
comunicação com a população. Serão capacitados 210 mil educadores e 3,3
mil policiais militares para atuarem na prevenção ao uso de drogas em 42
mil escolas públicas. Líderes comunitários também devem receber
capacitação até 2014.
Serão feitas ainda campanhas específicas para informar, orientar e prevenir a população sobre o uso do crack e de outras drogas.
No eixo autoridade, as ações policiais se concentrarão em duas
frentes: nas fronteiras e nos centros consumidores. Entre as metas estão
o policiamento ostensivo nos pontos de uso de drogas das cidades e a
revitalização dos espaços que são reconhecidamente pontos de consumo.
O eixo prevê ainda a atuação integrada das polícias estaduais com as polícias Federal e Rodoviária Federal na
área de inteligência e investigação para identificar e prender traficantes e desarticular organizações de tráfico de drogas.
“Não podemos ignorar essa realidade. Precisamos enfrentá-la”, disse o
ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. “As equipes serão treinadas
para orientar os usuários a procurar o serviço de saúde à disposição. As
ações só começarão quando o serviço de saúde tiver condições de atender
as pessoas”, acrescentou.
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